Artigo da Revista Exame:
Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.
Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.
Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Falcatrua - STJ
A filhinha de Min. do STJ é beneficiada numa maracutaia imoral, deixando para trás cerca de 300 candidatos aprovados em concurso..
Depois ficam reclamando que os bandidos estão dominando o país.
Que bandidos?
Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, aquela que entrou com queixa de assédio sexual contra o ministro do STJ Paulo Medina, acaba de conseguir uma decisão na justiça federal que é uma imoralidade e um desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos públicos.
O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.. 001170-0 classe 1300, que está no Tribunal Regional Federal da 1ª região
(http://www.trf1. .gov.br/)
Autora: Glória M P Ribeiro e Rés: a União Federal e a Fundação Universidade de Brasília.
Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de técnico-judiciá rio, área-fim em 27/05/95 para o STJ, onde seu pai é ministro.
Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com uma ação cautelar e, adivinhem, obteve liminar.. Fez a prova da segunda fase, a prova
discursiva. Foi reprovada novamente.
Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados. Adivinhem: ganhou nova liminar e mais: foi "nomeada provisoriamente" e está ganhando esse tempo todo no tribunal do papai (desde 1995!).
Detalhe: Havia tirado 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem elevados a 28,22.
Parece brincadeira, mas conseguiu. Seus pontos foram elevados num passe de mágica.
O caminho das pedras foi arranjar um "professor particular" (isso mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro, Antônio Pádua Ribeiro.
Aí veio o julgamento do mérito do caso. O juiz federal de Brasília (1ª Instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua Ribeiro, nas custas e honorários de R$10.000,00 (ainda existem juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região e, adivinhem, os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio Ezequiel louvaram a candidata, analisaram tim-tim por tim-tim sua prova e aprovaram-na com louvor!
Debalde a Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a prova foi igual para todos e não seria justo que um professor escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos.
Não é justo?
A UNB argumentou que, pela jurisprudência, o judiciário não corrige
provas de concurso, devido à independência das banca e porque senão a Justiça não faria mais nada, a não ser se transformar numa super-banca dos milhares de concursos.
Todo mundo sabe o que houve nos bastidores.
Houve apostas no meio jurídico se a "banca Pádua Ribeiro" iria conseguir.
Veio agora recentemente a sentença do TRF 1ª região, 5ª turma, que é mais um descalabro, mostrando a necessidade do controle externo.
Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que disputou em igualdade de condições e passou.
Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no tapetão sujo do tráfico de influência..
De 13 pontos passar a 28, quando um décimo (veja bem: um décimo) já elimina muitos candidatos!
A sentença analisa as preposições, as conjunções, a virgulação, a ortografia da redação, acatando a tese da "banca Pádua Ribeiro".
Nem tudo está perdido. Existe recurso para o STJ, e todos esperam que a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal não fiquem coniventes.
Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o verdadeiro dono da vaga, pobre mortal sem padrinhos, será chamado.
E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério mesmo.
O mesmo Pádua Ribeiro, ministro do STJ, pai da falcatrua acima relatada e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa "Glorinha", está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho Nacional de Justiça
(o chamado controle externo), conforme noticiado nos jornais.
Parece gozação!...
Divulguem. Vamos acabar com essa pouca vergonha!
Depois ficam reclamando que os bandidos estão dominando o país.
Que bandidos?
Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, aquela que entrou com queixa de assédio sexual contra o ministro do STJ Paulo Medina, acaba de conseguir uma decisão na justiça federal que é uma imoralidade e um desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos públicos.
O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.. 001170-0 classe 1300, que está no Tribunal Regional Federal da 1ª região
(http://www.trf1. .gov.br/)
Autora: Glória M P Ribeiro e Rés: a União Federal e a Fundação Universidade de Brasília.
Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de técnico-judiciá rio, área-fim em 27/05/95 para o STJ, onde seu pai é ministro.
Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com uma ação cautelar e, adivinhem, obteve liminar.. Fez a prova da segunda fase, a prova
discursiva. Foi reprovada novamente.
Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados. Adivinhem: ganhou nova liminar e mais: foi "nomeada provisoriamente" e está ganhando esse tempo todo no tribunal do papai (desde 1995!).
Detalhe: Havia tirado 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem elevados a 28,22.
Parece brincadeira, mas conseguiu. Seus pontos foram elevados num passe de mágica.
O caminho das pedras foi arranjar um "professor particular" (isso mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro, Antônio Pádua Ribeiro.
Aí veio o julgamento do mérito do caso. O juiz federal de Brasília (1ª Instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua Ribeiro, nas custas e honorários de R$10.000,00 (ainda existem juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região e, adivinhem, os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio Ezequiel louvaram a candidata, analisaram tim-tim por tim-tim sua prova e aprovaram-na com louvor!
Debalde a Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a prova foi igual para todos e não seria justo que um professor escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos.
Não é justo?
A UNB argumentou que, pela jurisprudência, o judiciário não corrige
provas de concurso, devido à independência das banca e porque senão a Justiça não faria mais nada, a não ser se transformar numa super-banca dos milhares de concursos.
Todo mundo sabe o que houve nos bastidores.
Houve apostas no meio jurídico se a "banca Pádua Ribeiro" iria conseguir.
Veio agora recentemente a sentença do TRF 1ª região, 5ª turma, que é mais um descalabro, mostrando a necessidade do controle externo.
Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que disputou em igualdade de condições e passou.
Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no tapetão sujo do tráfico de influência..
De 13 pontos passar a 28, quando um décimo (veja bem: um décimo) já elimina muitos candidatos!
A sentença analisa as preposições, as conjunções, a virgulação, a ortografia da redação, acatando a tese da "banca Pádua Ribeiro".
Nem tudo está perdido. Existe recurso para o STJ, e todos esperam que a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal não fiquem coniventes.
Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o verdadeiro dono da vaga, pobre mortal sem padrinhos, será chamado.
E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério mesmo.
O mesmo Pádua Ribeiro, ministro do STJ, pai da falcatrua acima relatada e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa "Glorinha", está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho Nacional de Justiça
(o chamado controle externo), conforme noticiado nos jornais.
Parece gozação!...
Divulguem. Vamos acabar com essa pouca vergonha!
Visualização pode curar dificuldades emocionais....
Visualizar é pensar por meio de imagens. Embora as últimas descobertas científicas comprovem os efeitos da mente sobre a saúde, não é preciso ir muito longe para perceber que nossa imaginação pode proporcionar um tour pelas mais diversas emoções, levando-nos da felicidade às lágrimas, da raiva à excitação em um piscar de olhos, literalmente.
Se assim é, por que não investir em imagens que possam reverter quadros crônicos de emoções negativas e doenças? Em pesquisa realizada pela WebMotors em uma rede social, internautas revelaram diversos estados emocionais dos quais gostariam de ficar livres no trânsito. O estresse lidera, seguido pela raiva, medo e impaciência.
Para o psiquiatra e psicanalista americano Gerald Epstein, que acaba de lançar Imagens que curam – práticas de visualização para a saúde física e mental (Ágora), o processo simples de pensar por imagens esconde um inegável potencial de cura.
Em acordo com a medicina tradicional chinesa – segundo a qual as doenças são bloqueios do fluxo, isto é, resistência à natureza mutável das coisas – Epstein diz que os problemas começam quando tentamos agarrar a algo fugaz como se fosse permanente. “Ao resistirmos à possibilidade de dor ou de desprazer, acabamos indo de encontro à dor que tentamos evitar”.
Autoliberação
O trabalho de visualização, diz o psiquiatra, ajuda a rejeitar o comportamento e as atitudes que prejudicam nossa saúde. Para obter bons resultados com a técnica é preciso definir a intenção, isto é, o que desejamos conseguir com o exercício. Fique atento também para:
Postura corporal: a posição mais eficaz para a prática das visualizações é a que o autor chama de “postura do faraó”. Sente-se com as costas retas e os braços pousados confortavelmente nos apoios, mãos abertas, palmas para cima ou para baixo, plantas dos pés apoiadas no chão, sem cruzá-los.
Respiração: diga a si mesmo que fique tranquilo e relaxado. Respire ritmicamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. As expirações têm de ser mais longas e vagarosas do que as inspirações.
Horários: o psiquiatra recomenda que se faça os exercícios no começo do dia, antes do café da manhã, ao entardecer e antes de dormir, pois esses três momentos de transição – entre adormecer e despertar, entre o dia e a noite, entre despertar e adormecer – são muitos fortes.
Duração: a regra de ouro para terapia com imagens, segundo o autor, é que “menos vale mais. Quanto mais curta for a visualização, mais poderosa ela é”.
Hora de praticar
Confira técnica na íntegra, proposta pelo dr. Epstein:
Nome: estresse sem angústia.
Intenção: eliminar a angústia.
Frequência: diariamente, conforme a necessidade, durante 30 segundos a 1 minuto para cada um dos exercícios relacionados entre si.
O estresse é o estado normal de nossa existência diária. Está quase sempre conosco quando estamos acordados (e, às vezes, enquanto dormimos – por exemplo, durante um pesadelo); é um dos aspectos essenciais da vida. Estamos sob estresse e sofremos choques constantemente. Esses choques não podem ser eliminados da vida, nem deveriam. São despertadores que nos estimulam a reagir e a nos manter alertas. Às vezes, encaramos esses choques como experiências dolorosas. A isso chamamos “angústia”. É essa angústia, e não o estresse, que precisamos aprender a administrar e controlar. A maneira como lidamos com a angústia mostra nossa capacidade de viver uma vida mais ou menos equilibrada. Os exercícios a seguir são correlatos e têm a intenção de lhe proporcionar um programa próprio da angústia. Você deve fazer o conjunto completo de exercícios.
1. Feche os olhos. Expire três vezes. Visualize-se alimentando gigantes poderosos. Depois que terminar, abra os olhos.
2. Feche os olhos. Expire duas vezes. Visualize-se fazendo amizade com seres hostis. Então, abra os olhos.
3. Feche os olhos. Expire duas vezes. Visualize-se atando a cabeça de uma cobra. Depois que terminar, abra os olhos.
4. Feche os olhos. Expire três vezes. Visualize-se saltando sobre o lombo de um dragão em movimento. Depois que terminar, abra os olhos.
5. Feche os olhos. Expire uma vez. Visualize-se chamando para fora os seres que habitam uma caverna e estão escondidos. Então, abra os olhos.
6. Feche os olhos. Expire duas vezes. Visualize-se enfrentando fantasmas em um antigo castelo. Então, abra os olhos.
7. Feche os olhos. Expire três vezes. Visualize-se encontrando uma alma poderosa em uma catacumba. Então, abra os olhos.
8. Feche os olhos. Expire três vezes, visualize-se conduzindo um animal estranho para dentro de uma floresta fechada. Então, abra os olhos.
9. Feche os olhos. Expire uma vez. Olhe para um alvo no qual você atirou e errou. Que fazer? Você precisa de ajuda? Então, abra os olhos.
10. Feche os olhos. Expire uma vez. Olhe para um pássaro que voa alto quando seria mais oportuno que ele permanecesse voando baixo. O que você está sentindo? Então, abra os olhos.
11. Feche os olhos. Expire uma vez. Perceba que você precisa lutar contra a maré, a fim de se realizar como pessoa. Então, abra os olhos.
12. Feche os olhos. Expire uma vez. Veja por que, depois da luta, podemos, enfim, nos aquietar. Então, abra os olhos.
13. Feche os olhos. Expire uma vez. Saiba quando é bom falar e quando é melhor ficar em silêncio. Então, abra os olhos.
14. Feche os olhos. Expire uma vez. Aprenda a não se impacientar com seja lá o que estiver acontecendo em nossa sociedade, e a não se render a isso. Então, abra os olhos.
15. Feche os olhos. Expire uma vez. Perceba que o que é construído às pressas é rapidamente destruído. Então, abra os olhos.
16. Feche os olhos. Expire uma vez. Olhando para águas serenas, límpidas e silenciosas, veja o que deseja ver. Depois que terminar, abra os olhos.
17. Feche os olhos. Expire uma vez. Olhando para águas serenas e límpidas, mude sua aparência para como desejaria ser. Depois que terminar, abra os olhos.
Se assim é, por que não investir em imagens que possam reverter quadros crônicos de emoções negativas e doenças? Em pesquisa realizada pela WebMotors em uma rede social, internautas revelaram diversos estados emocionais dos quais gostariam de ficar livres no trânsito. O estresse lidera, seguido pela raiva, medo e impaciência.
Para o psiquiatra e psicanalista americano Gerald Epstein, que acaba de lançar Imagens que curam – práticas de visualização para a saúde física e mental (Ágora), o processo simples de pensar por imagens esconde um inegável potencial de cura.
Em acordo com a medicina tradicional chinesa – segundo a qual as doenças são bloqueios do fluxo, isto é, resistência à natureza mutável das coisas – Epstein diz que os problemas começam quando tentamos agarrar a algo fugaz como se fosse permanente. “Ao resistirmos à possibilidade de dor ou de desprazer, acabamos indo de encontro à dor que tentamos evitar”.
Autoliberação
O trabalho de visualização, diz o psiquiatra, ajuda a rejeitar o comportamento e as atitudes que prejudicam nossa saúde. Para obter bons resultados com a técnica é preciso definir a intenção, isto é, o que desejamos conseguir com o exercício. Fique atento também para:
Postura corporal: a posição mais eficaz para a prática das visualizações é a que o autor chama de “postura do faraó”. Sente-se com as costas retas e os braços pousados confortavelmente nos apoios, mãos abertas, palmas para cima ou para baixo, plantas dos pés apoiadas no chão, sem cruzá-los.
Respiração: diga a si mesmo que fique tranquilo e relaxado. Respire ritmicamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. As expirações têm de ser mais longas e vagarosas do que as inspirações.
Horários: o psiquiatra recomenda que se faça os exercícios no começo do dia, antes do café da manhã, ao entardecer e antes de dormir, pois esses três momentos de transição – entre adormecer e despertar, entre o dia e a noite, entre despertar e adormecer – são muitos fortes.
Duração: a regra de ouro para terapia com imagens, segundo o autor, é que “menos vale mais. Quanto mais curta for a visualização, mais poderosa ela é”.
Hora de praticar
Confira técnica na íntegra, proposta pelo dr. Epstein:
Nome: estresse sem angústia.
Intenção: eliminar a angústia.
Frequência: diariamente, conforme a necessidade, durante 30 segundos a 1 minuto para cada um dos exercícios relacionados entre si.
O estresse é o estado normal de nossa existência diária. Está quase sempre conosco quando estamos acordados (e, às vezes, enquanto dormimos – por exemplo, durante um pesadelo); é um dos aspectos essenciais da vida. Estamos sob estresse e sofremos choques constantemente. Esses choques não podem ser eliminados da vida, nem deveriam. São despertadores que nos estimulam a reagir e a nos manter alertas. Às vezes, encaramos esses choques como experiências dolorosas. A isso chamamos “angústia”. É essa angústia, e não o estresse, que precisamos aprender a administrar e controlar. A maneira como lidamos com a angústia mostra nossa capacidade de viver uma vida mais ou menos equilibrada. Os exercícios a seguir são correlatos e têm a intenção de lhe proporcionar um programa próprio da angústia. Você deve fazer o conjunto completo de exercícios.
1. Feche os olhos. Expire três vezes. Visualize-se alimentando gigantes poderosos. Depois que terminar, abra os olhos.
2. Feche os olhos. Expire duas vezes. Visualize-se fazendo amizade com seres hostis. Então, abra os olhos.
3. Feche os olhos. Expire duas vezes. Visualize-se atando a cabeça de uma cobra. Depois que terminar, abra os olhos.
4. Feche os olhos. Expire três vezes. Visualize-se saltando sobre o lombo de um dragão em movimento. Depois que terminar, abra os olhos.
5. Feche os olhos. Expire uma vez. Visualize-se chamando para fora os seres que habitam uma caverna e estão escondidos. Então, abra os olhos.
6. Feche os olhos. Expire duas vezes. Visualize-se enfrentando fantasmas em um antigo castelo. Então, abra os olhos.
7. Feche os olhos. Expire três vezes. Visualize-se encontrando uma alma poderosa em uma catacumba. Então, abra os olhos.
8. Feche os olhos. Expire três vezes, visualize-se conduzindo um animal estranho para dentro de uma floresta fechada. Então, abra os olhos.
9. Feche os olhos. Expire uma vez. Olhe para um alvo no qual você atirou e errou. Que fazer? Você precisa de ajuda? Então, abra os olhos.
10. Feche os olhos. Expire uma vez. Olhe para um pássaro que voa alto quando seria mais oportuno que ele permanecesse voando baixo. O que você está sentindo? Então, abra os olhos.
11. Feche os olhos. Expire uma vez. Perceba que você precisa lutar contra a maré, a fim de se realizar como pessoa. Então, abra os olhos.
12. Feche os olhos. Expire uma vez. Veja por que, depois da luta, podemos, enfim, nos aquietar. Então, abra os olhos.
13. Feche os olhos. Expire uma vez. Saiba quando é bom falar e quando é melhor ficar em silêncio. Então, abra os olhos.
14. Feche os olhos. Expire uma vez. Aprenda a não se impacientar com seja lá o que estiver acontecendo em nossa sociedade, e a não se render a isso. Então, abra os olhos.
15. Feche os olhos. Expire uma vez. Perceba que o que é construído às pressas é rapidamente destruído. Então, abra os olhos.
16. Feche os olhos. Expire uma vez. Olhando para águas serenas, límpidas e silenciosas, veja o que deseja ver. Depois que terminar, abra os olhos.
17. Feche os olhos. Expire uma vez. Olhando para águas serenas e límpidas, mude sua aparência para como desejaria ser. Depois que terminar, abra os olhos.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O empresário Gilmar prospera
Assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) fez bem aos negócios de Gilmar Mendes. Desde que passou a ocupar o posto, sua escola, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) expandiu o número de contratos com órgãos públicos. Todos sem licitação. Em 2007, quando Mendes ainda era só ministro do STF, o IDP faturou 216,3 mil reais com esses convênios. No ano passado, a quantia subiu para 577,8 mil. E no primeiro semestre de 2009, o Tesouro já empenhou 597,8 mil para pagar os cursos oferecidos pelo instituto.
Até a Polícia Federal, que, segundo o ministro, abriga “gângsteres”, virou cliente. Foram 17,4 mil reais para pagar cursos a dois delegados. O estranho é que o contrato, também sem licitação, não tem uma identificação clara no Siafi, o sistema eletrônico que lista as ordens de despesa do governo.
No corpo docente do IDP, como se sabe, figuram, entre outros, procuradores da República, auditores fiscais e ministros dos tribunais superiores, inclusive do STF, como Eros Grau e Carlos Ayres Britto, Nelson Jobim (Defesa), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União), Mangabeira Unger (Planejamento Estratégico) e José Antonio Toffoli (Advocacia-Geral da União) são alguns dos representantes do Executivo nos quadros do instituto. Sem ligar para o conflito, o IDP costuma ministrar cursos nestes tribunais e repartições.
Até a Polícia Federal, que, segundo o ministro, abriga “gângsteres”, virou cliente. Foram 17,4 mil reais para pagar cursos a dois delegados. O estranho é que o contrato, também sem licitação, não tem uma identificação clara no Siafi, o sistema eletrônico que lista as ordens de despesa do governo.
No corpo docente do IDP, como se sabe, figuram, entre outros, procuradores da República, auditores fiscais e ministros dos tribunais superiores, inclusive do STF, como Eros Grau e Carlos Ayres Britto, Nelson Jobim (Defesa), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União), Mangabeira Unger (Planejamento Estratégico) e José Antonio Toffoli (Advocacia-Geral da União) são alguns dos representantes do Executivo nos quadros do instituto. Sem ligar para o conflito, o IDP costuma ministrar cursos nestes tribunais e repartições.
O presidente Lula e o homem comum
O presidente Lula e o homem comum
Foi a maior gafe de Lula desde que caiu nos braços do povo, em 1º de janeiro de 2003. Mesmo quem não votou nele se emocionou quando um homem comum chegou à Presidência pelo voto democrático e limpo. Na semana passada, Lula disse que o senador José Sarney “não pode ser tratado como se fosse uma pessoa comum”. Lula foi sincero. Amaciado pelo poder, envaidecido pelas lisonjas e pela popularidade, ele acredita que uns são mais iguais que outros. E leva o pragmatismo político às últimas consequências.
Lula nasceu em Pernambuco de uma família de oito filhos. Morou com a mãe, Eurídice, e irmãos num cômodo atrás de um bar em São Paulo. Trabalhou como engraxate e office-boy. Fez curso técnico de torneiro mecânico, perdeu um dedo numa prensa hidráulica. Em São Bernardo, tornou-se diretor do sindicato dos metalúrgicos. Testava seu carisma. Tentou cinco vezes a eleição para presidente. Uma história impressionante de persistência e sucesso.
Sempre disse o que pensava. Em 1986, chamou Sarney de “grileiro do Maranhão”. Em 1987, chamou Sarney de “ladrão” – perto dele, Maluf não passaria de “um trombadinha”. Em 1993, disse que, “de todos os deputados no Congresso, pelo menos 300 são picaretas”. Agora, Lula depende da bancada do PMDB, a maior do Senado. Em terras remotas, no Cazaquistão, defendeu Sarney e o colocou num pedestal.
O que seria hoje, em 2009, um homem comum para Lula? De que princípios, de que vísceras ele seria constituído? Um dos fundamentos da democracia é que os governantes sejam vistos e cobrados como homens comuns. Qual seria o tratamento ideal para os poderosos no Brasil de Lula? Espera-se de um presidente do Senado a mesma dignidade e retidão de caráter de um chefe de família comum? Como é punido o homem comum que cai no desvio? Como deve ser punido o político “com história suficiente para não ser tratado como uma pessoa comum”? Que valores o líder transmite para o povo, com um discurso que trai sua própria história?
Lula é hoje parte da elite que sempre criticou com ferocidade. Natural. A elite não é má por definição, já descobriu o presidente. Mas, por isso, ele se solidariza com figuras como Renan Calheiros, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho? De vez em quando, Lula incorpora o sindicalista (lá fora) e critica os ricos e poderosos, em surtos de demagogia atabalhoada. Diante do premiê britânico, Gordon Brown, disse que “a crise foi causada por gente branca com olhos azuis”. Pegou mal.
Amaciado pelo poder, ele acredita que uns são mais iguais
que os outros. E, pragmático, defende Sarney
Foram mudanças profundas em seis anos. É saudável mudar com o aprendizado. Ao assumir a Presidência, Lula deixou a economia do país a cargo de quem entendia do assunto. Seu pragmatismo econômico manteve o Brasil nos trilhos.
Mas, e os valores essenciais? Direitos humanos, por exemplo. Como explicar sua insistência em dizer que há democracia de sobra na Venezuela censora de Chávez? Como aceitar a omissão do Brasil em relação a uma ditadura como a da Coreia do Norte? Toma lá dá cá?
O outro deslize da semana foi a reação primária e açodada de Lula aos protestos nas eleições no Irã. Além de defender o embaraçoso presidente Mahmoud Ahmadinejad, Lula minimizou a revolta contra a teocracia dos aiatolás chamando os manifestantes de “vascaínos contra flamenguistas”, uma turma que não sabe perder.
Lula aproveitou para atacar a imprensa brasileira, por, a cada dia, “arrumar uma vírgula a mais” no “denuncismo” contra o Congresso. Como se fosse um vírus denunciar malversação de verba pública, nepotismo, favorecimento ilícito, farra de passagens aéreas e atos secretos no Congresso. “Não tem fim, e depois não acontece nada”, disse Lula, como se o problema fossem as denúncias, e não a impunidade. “Vai desmoralizando todo mundo, e a imprensa corre o risco de ser desacreditada.”
Senhor presidente, a imprensa só fica desacreditada se as denúncias forem mentirosas. Ou se ela se omitir e fizer o jogo do poder. Uma imprensa medrosa e submissa ao governo – não importa o partido dominante – é uma imprensa sem credibilidade. Não faz jus a uma democracia madura como a brasileira. Ou a transparência só vale para o homem comum?
Foi a maior gafe de Lula desde que caiu nos braços do povo, em 1º de janeiro de 2003. Mesmo quem não votou nele se emocionou quando um homem comum chegou à Presidência pelo voto democrático e limpo. Na semana passada, Lula disse que o senador José Sarney “não pode ser tratado como se fosse uma pessoa comum”. Lula foi sincero. Amaciado pelo poder, envaidecido pelas lisonjas e pela popularidade, ele acredita que uns são mais iguais que outros. E leva o pragmatismo político às últimas consequências.
Lula nasceu em Pernambuco de uma família de oito filhos. Morou com a mãe, Eurídice, e irmãos num cômodo atrás de um bar em São Paulo. Trabalhou como engraxate e office-boy. Fez curso técnico de torneiro mecânico, perdeu um dedo numa prensa hidráulica. Em São Bernardo, tornou-se diretor do sindicato dos metalúrgicos. Testava seu carisma. Tentou cinco vezes a eleição para presidente. Uma história impressionante de persistência e sucesso.
Sempre disse o que pensava. Em 1986, chamou Sarney de “grileiro do Maranhão”. Em 1987, chamou Sarney de “ladrão” – perto dele, Maluf não passaria de “um trombadinha”. Em 1993, disse que, “de todos os deputados no Congresso, pelo menos 300 são picaretas”. Agora, Lula depende da bancada do PMDB, a maior do Senado. Em terras remotas, no Cazaquistão, defendeu Sarney e o colocou num pedestal.
O que seria hoje, em 2009, um homem comum para Lula? De que princípios, de que vísceras ele seria constituído? Um dos fundamentos da democracia é que os governantes sejam vistos e cobrados como homens comuns. Qual seria o tratamento ideal para os poderosos no Brasil de Lula? Espera-se de um presidente do Senado a mesma dignidade e retidão de caráter de um chefe de família comum? Como é punido o homem comum que cai no desvio? Como deve ser punido o político “com história suficiente para não ser tratado como uma pessoa comum”? Que valores o líder transmite para o povo, com um discurso que trai sua própria história?
Lula é hoje parte da elite que sempre criticou com ferocidade. Natural. A elite não é má por definição, já descobriu o presidente. Mas, por isso, ele se solidariza com figuras como Renan Calheiros, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho? De vez em quando, Lula incorpora o sindicalista (lá fora) e critica os ricos e poderosos, em surtos de demagogia atabalhoada. Diante do premiê britânico, Gordon Brown, disse que “a crise foi causada por gente branca com olhos azuis”. Pegou mal.
Amaciado pelo poder, ele acredita que uns são mais iguais
que os outros. E, pragmático, defende Sarney
Foram mudanças profundas em seis anos. É saudável mudar com o aprendizado. Ao assumir a Presidência, Lula deixou a economia do país a cargo de quem entendia do assunto. Seu pragmatismo econômico manteve o Brasil nos trilhos.
Mas, e os valores essenciais? Direitos humanos, por exemplo. Como explicar sua insistência em dizer que há democracia de sobra na Venezuela censora de Chávez? Como aceitar a omissão do Brasil em relação a uma ditadura como a da Coreia do Norte? Toma lá dá cá?
O outro deslize da semana foi a reação primária e açodada de Lula aos protestos nas eleições no Irã. Além de defender o embaraçoso presidente Mahmoud Ahmadinejad, Lula minimizou a revolta contra a teocracia dos aiatolás chamando os manifestantes de “vascaínos contra flamenguistas”, uma turma que não sabe perder.
Lula aproveitou para atacar a imprensa brasileira, por, a cada dia, “arrumar uma vírgula a mais” no “denuncismo” contra o Congresso. Como se fosse um vírus denunciar malversação de verba pública, nepotismo, favorecimento ilícito, farra de passagens aéreas e atos secretos no Congresso. “Não tem fim, e depois não acontece nada”, disse Lula, como se o problema fossem as denúncias, e não a impunidade. “Vai desmoralizando todo mundo, e a imprensa corre o risco de ser desacreditada.”
Senhor presidente, a imprensa só fica desacreditada se as denúncias forem mentirosas. Ou se ela se omitir e fizer o jogo do poder. Uma imprensa medrosa e submissa ao governo – não importa o partido dominante – é uma imprensa sem credibilidade. Não faz jus a uma democracia madura como a brasileira. Ou a transparência só vale para o homem comum?
À PRINCÍPIO
Martha Medeiros
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar
o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor...não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados,
queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz sózinha(o), feliz com uns romances ocasionais, feliz com
um parceiro(a), feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo,
principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o
que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se demais. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...
"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..."
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar
o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor...não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados,
queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz sózinha(o), feliz com uns romances ocasionais, feliz com
um parceiro(a), feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo,
principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o
que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se demais. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...
"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..."
domingo, 21 de junho de 2009
Ranulfo Paranhos
A discussão acerca de um modelo de desenvolvimento regional no que toque à questão política e econômica proposto pela elite do Nordeste brasileiro passa pelo momento histórico da criação do Banco do Nordeste do Brasil e pela criação de SUDENE e, ainda, pelo modelo característico da condução política sui generis nessa região do país, a saber, os fenômenos de controle e mando como o coronelismo, clientelismo, patrimonialismo e a conseqüente degradação política representada pela corrupção.
A tentativa institucional do Governo Federal, ao criar o Banco do Nordeste como alternativa à saída econômica do Nordeste, sendo este um instrumento de financiamento de iniciativas privadas voltadas à geração de empregos, receita e ao conseqüente desenvolvimento, há muito foi desacreditado, falhou. Um dos principais motivos pode ser creditado ao seu modelo, que em nada difere dos demais ao financiar empreendimentos, buscando segurança no retorno ao que foi emprestado a ponto de reproduzir uma burocracia que torna inviável às iniciativas do pequeno investidor, só atendendo a clientes efetivamente em condições econômicas consolidadas. Por sua vez, a SUDENE, criada na década de 60, responsável pela introdução da economia do Nordeste no resto do país não conseguiu cumprir seu papel e foi considerada carta fora do baralho, seus projetos de desenvolvimento econômico não resultaram significativos o suficiente para justificar sua responsabilidade como tal.
Paralelo às iniciativas frustradas do Governo Federal em tentar desenvolver a economia do Nordeste a ponto de equipará-lo ao resto do país, temos a cultura política praticada nessa região, moldada desde o início da colonização do Brasil pelos senhores de engenhos, como nos aponta com bastante particularidade Gilberto Freyre em Casa-Grande e Senzala (1933), Raymundo Faoro com seu Os Donos do Poder (1958), Victor Nunes Leal com Coronelismo, Enxada e Voto (1948) entres outros autores. Nesse sentido, o que a História nos apresenta é um modelo econômico que se confunde com a prática política, onde os representantes do povo são os mesmos que detém o poder político, onde os interesses particulares invadem a estrutura de representação pública, ou seja, no Nordeste o que existe é o mais elevado grau de crimes de lesa pátria que possa ser registrado. A prova de tamanha ação pode ser vista não apenas pelas clássicas obras citadas e lidas por uma meia dúzia de intelectuais dentro das universidades, mas é estampada diariamente em capas de jornais e revistas, com percentuais e índices de corrupção que chegam e atingir desvio de verbas públicas da ordem de 40%. Aqui e ali são desvendados esquemas políticos diretamente ligados ao sistema econômico, ambos liderados pela elite econômica, senhores donos das indústrias e na sua maioria donos das usinas de cana-de-açúcar, financiadores de campanhas políticas que possam sair vitoriosas e representar seus interesses tanto na esfera municipal, estadual e nacional.
Poderíamos dizer que o modelo econômico e político presente no Nordeste, pode servir de modelo à uma identidade nacional? Eu diria que não, que as condições aqui presentes, são condições unicamente daqui, construídas ao longo da História, cuja antropologia social resguarda elementos únicos, capazes de tentar frear a qualquer custo as tentativas de alteração desse modelo, as possibilidades de mudança ou o monstro que assombra os políticos diuturnamente: a educação e consciência política desse povo do Nordeste.
Ranulfo Paranhos
A tentativa institucional do Governo Federal, ao criar o Banco do Nordeste como alternativa à saída econômica do Nordeste, sendo este um instrumento de financiamento de iniciativas privadas voltadas à geração de empregos, receita e ao conseqüente desenvolvimento, há muito foi desacreditado, falhou. Um dos principais motivos pode ser creditado ao seu modelo, que em nada difere dos demais ao financiar empreendimentos, buscando segurança no retorno ao que foi emprestado a ponto de reproduzir uma burocracia que torna inviável às iniciativas do pequeno investidor, só atendendo a clientes efetivamente em condições econômicas consolidadas. Por sua vez, a SUDENE, criada na década de 60, responsável pela introdução da economia do Nordeste no resto do país não conseguiu cumprir seu papel e foi considerada carta fora do baralho, seus projetos de desenvolvimento econômico não resultaram significativos o suficiente para justificar sua responsabilidade como tal.
Paralelo às iniciativas frustradas do Governo Federal em tentar desenvolver a economia do Nordeste a ponto de equipará-lo ao resto do país, temos a cultura política praticada nessa região, moldada desde o início da colonização do Brasil pelos senhores de engenhos, como nos aponta com bastante particularidade Gilberto Freyre em Casa-Grande e Senzala (1933), Raymundo Faoro com seu Os Donos do Poder (1958), Victor Nunes Leal com Coronelismo, Enxada e Voto (1948) entres outros autores. Nesse sentido, o que a História nos apresenta é um modelo econômico que se confunde com a prática política, onde os representantes do povo são os mesmos que detém o poder político, onde os interesses particulares invadem a estrutura de representação pública, ou seja, no Nordeste o que existe é o mais elevado grau de crimes de lesa pátria que possa ser registrado. A prova de tamanha ação pode ser vista não apenas pelas clássicas obras citadas e lidas por uma meia dúzia de intelectuais dentro das universidades, mas é estampada diariamente em capas de jornais e revistas, com percentuais e índices de corrupção que chegam e atingir desvio de verbas públicas da ordem de 40%. Aqui e ali são desvendados esquemas políticos diretamente ligados ao sistema econômico, ambos liderados pela elite econômica, senhores donos das indústrias e na sua maioria donos das usinas de cana-de-açúcar, financiadores de campanhas políticas que possam sair vitoriosas e representar seus interesses tanto na esfera municipal, estadual e nacional.
Poderíamos dizer que o modelo econômico e político presente no Nordeste, pode servir de modelo à uma identidade nacional? Eu diria que não, que as condições aqui presentes, são condições unicamente daqui, construídas ao longo da História, cuja antropologia social resguarda elementos únicos, capazes de tentar frear a qualquer custo as tentativas de alteração desse modelo, as possibilidades de mudança ou o monstro que assombra os políticos diuturnamente: a educação e consciência política desse povo do Nordeste.
Ranulfo Paranhos
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